Quando decidi ser mãe decidi me entregar de corpo e alma e viver cada minuto dessa experiência sugando todos os sentimentos que ela me traria, afinal, é a experiência mais viva que posso ter. A alma a gente entrega de cara, nem consegue pensar sobre não se entregar, no meu caso o corpo também esta entregue, sem medo, sem julgamento, sem medidas exatas.
Trabalho de casa, o que me dá praticamente o dia inteiro ao lado do pequeno, aproveitando cada minuto. Decidi ser mãe por inteiro, não, não me esqueci como mulher, apenas mudaram minhas obrigações e desejos e decidi, até o Pedro entrar na escola, que meu tempo seria dedicado 100% a ele. Não pratico esportes e tenho horror a dieta, meu corpo esta como ele quer estar. Se engordei mais? Acho que não. Se perdi tudo que engordei? Acho que não. Se sou mais infeliz usando manequim 38/40 de jeito algum!
Minha avó veio delicadamente, me perguntar se não ia fazer dieta, logo, sei que estou bem mais gorda que antes do Pedro, mais estou tão mais feliz! Sei que preciso me cuidar mais, mas prefiro cuidar dele. Depois quero mudar um pouco, nada extremo, gosto das medidas que ganhei, não goto das localizadas. Mas isso se resolve. Não tenho pressa, não tenho pressa de virar apenas mulher, nem almejo isso, sou feliz sendo mãe E mulher, assim junto da maneira que dá pra levar. Se admiro quem consegue criar uma rotina cheia de atividades físicas? Lógico! Mas nesse momento amo ser quem sou, não importa o tamanho do manequim, minha alimentação está muito mais saudável graças ao Pedro. Ele é um menino ótimo e quero continuar me preocupando com o nosso bem estar, mais emocional do que físico. Se o emocional funcionar, uma hora o físico se encaixa.
Não sei ser meio mãe, gosto de tê-lo como prioridade e não será sempre assim, ele cresce cada dia um pouco mais. Daqui a pouco entra na escola e terá sua rotina e eu a minha. Mas por enquanto, não perderia nem 30 minutos de esteira longe dos seus sorrisos.
Temos que nos cobrar menos perto dos valores de beleza que a sociedade nos impõe. Estou dentro do meu peso, nada a mais, mas todos me conheceram uns 10 quilos abaixo do peso esperado, e não quero mais ser assim, quero emagrecer e perder umas medidas, mas peço que não cobrem de nós mulheres e mães que sejamos como antes, quem gerou uma vida, carrega um coração no corpo e outro fora, não pode voltar ao que era antes, seu presente é muito mais cheio de vida. Deixem as mães se encontrarem, cada uma tem seu tempo. Deixem a gente se deliciar com a vidinha que estamos acompanhando, estamos mais felizes, o corpo perfeito que me desculpe, hoje cultuo o amor perfeito, o apoio perfeito, o abraço perfeito, meu corpo e minha alma estão mais felizes, deixe que eles se resolvam, sem pressão, ao natural, como o parto, como o crescimento, cada um tem seu tempo, sem pressa, vamos aproveitar os momentos!
Looks do Pedroca Pipoca e dicas relacionadas ao assunto! É possível vestir meninos de um jeito moderno e divertido? Eu tento!
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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Chupetas
Resolvi falar de chupeta. Acho que dentro da experiência que a chupeta pode e foi criada para trazer obtivemos sucesso pleno. Quando grávida, montando o enxoval, já tinha 2 chupetas. Uma delas eu fui seduzida, era linda, uma bola de basquete! Junto com as 2 chupetas comprei 2 cordinhas para prende-las as roupas e um porta chupeta.
O Pedro nasceu, e como já contei aqui durante minha amamentação meu peito empedrou e eu dei a chupeta para ajudar a acalmar enquanto eu desempedrava. Sendo assim o Pedro começou a usar a chupeta tinha 3 ou 4 dias de vida. Lembro de colocar ele para dormir e tirar a chupeta com medo dele não acordar para mamar. Besteira, ele sabia chorar quando queria mamar, não era besta...
Aos poucos fomos usando a chupeta muito. Meu marido, como não tinha peito, dava muito mais que eu. ela foi nossa fiel companheira na fase das cólicas, na ajuda dele socializar com os familiares, na hora das vacinas, enfim, como costuma ser. Mas tenho HORROR, assim, gritando mesmo, de criança grande com chupeta. Meu tio é otorrino e minha tia fono, do outro lado meu marido é psicólogo, sabemos, por médicos especialistas, que existe a necessidade de sucção, assim que o bebe consegue mamar, e que conforme ele ai crescendo essa necessidade vai sumindo. Ou seja, até cerca de 1 ano, existe a necessidade de sucção, depois a chupeta vira um objeto transicional, ou seja, faz o papel da segurança na ausência, principalmente, da mãe. A partir do momento que o bebe/criança cria esse laço afetivo a chupeta, tirá-la de fato vira algo doido e desafiador, para ambos os lados.
Eu tinha pavor de pensar nele grande com a chupeta. Meu marido chupou por 7 anos, SETE! Eu chupei até 2 anos e pouco, se não estou enganada, e me lembro até hoje, com perfeição, do dia que joguei ela no lixo. Conversando com meus tios, eles explicaram que o segredo era NÃO CRIAR ROTINA com ela, sabe aquela história de "só antes de dormir", por exemplo, inclui esse ritual na rotina, que fica mais difícil de tirar. Comecei a me policiar e ao meu marido também. Eliminei o cordãozinho, que deixava a chupeta direto ao alcance do Pedro, podendo até ele pegar quando quisesse.
A partir de seguir essas dicas e ir desmembrando ela da rotina dele, sabia que tinha que tirar, a necessidade de sucção praticamente não existia mais, ele ia fazer 1 ano e se apegar psicologicamente a chupeta. Um belo dia me deu 5 minutos e resolvi que era a hora. Tirei a chupeta. Ele ficou ótimo. Dormiu tranquilo, sem stress. O segundo dia deu um pouco de trabalho na soneca da tarde, mas tranquilo. E pronto, sem noites de choro, sem negociações, sem sofrimento acabamos com esse capítulo, antes de 1 ano.
Me senti 500 quilos mais leve!
Pra gente foi uma experiência ótima, sem traumas. Quero ter outro filho, e nesse eu quero não dar a chupeta, mas ela será bem vinda se precisar. Quero lembrar que sou mãe 24 horas, então ele não tinha motivos para sofrer minha ausência, isso com certeza ajudou.
Minha dica é tirar antes de 1 ano, se você for dar. Se passar disso, 2 anos eles já entendem bem, possivelmente vai dar um trabalhão, mas lembre que a culpada é você, então sair um pouco da zona de conforto é necessário. Serão alguns dias de choro e pedidos, e depois terá acabado. Tem várias técnicas para tirar, a minha mãe me fez jogar no lixo e dar tchau, afinal estava grande. A Supernanny pega uma cesta e deixa na porta para a fada das chupetas levar para os bebes e no lugar deixa um objeto transicional, como por exemplo uma naninha. Força mães, lembre que é para o bem dos pequenos. Chupar chupeta tem limites, vamos respeitar e usar com responsabilidade!'
See you later! ;)
O Pedro nasceu, e como já contei aqui durante minha amamentação meu peito empedrou e eu dei a chupeta para ajudar a acalmar enquanto eu desempedrava. Sendo assim o Pedro começou a usar a chupeta tinha 3 ou 4 dias de vida. Lembro de colocar ele para dormir e tirar a chupeta com medo dele não acordar para mamar. Besteira, ele sabia chorar quando queria mamar, não era besta...
Aos poucos fomos usando a chupeta muito. Meu marido, como não tinha peito, dava muito mais que eu. ela foi nossa fiel companheira na fase das cólicas, na ajuda dele socializar com os familiares, na hora das vacinas, enfim, como costuma ser. Mas tenho HORROR, assim, gritando mesmo, de criança grande com chupeta. Meu tio é otorrino e minha tia fono, do outro lado meu marido é psicólogo, sabemos, por médicos especialistas, que existe a necessidade de sucção, assim que o bebe consegue mamar, e que conforme ele ai crescendo essa necessidade vai sumindo. Ou seja, até cerca de 1 ano, existe a necessidade de sucção, depois a chupeta vira um objeto transicional, ou seja, faz o papel da segurança na ausência, principalmente, da mãe. A partir do momento que o bebe/criança cria esse laço afetivo a chupeta, tirá-la de fato vira algo doido e desafiador, para ambos os lados.
Eu tinha pavor de pensar nele grande com a chupeta. Meu marido chupou por 7 anos, SETE! Eu chupei até 2 anos e pouco, se não estou enganada, e me lembro até hoje, com perfeição, do dia que joguei ela no lixo. Conversando com meus tios, eles explicaram que o segredo era NÃO CRIAR ROTINA com ela, sabe aquela história de "só antes de dormir", por exemplo, inclui esse ritual na rotina, que fica mais difícil de tirar. Comecei a me policiar e ao meu marido também. Eliminei o cordãozinho, que deixava a chupeta direto ao alcance do Pedro, podendo até ele pegar quando quisesse.
A partir de seguir essas dicas e ir desmembrando ela da rotina dele, sabia que tinha que tirar, a necessidade de sucção praticamente não existia mais, ele ia fazer 1 ano e se apegar psicologicamente a chupeta. Um belo dia me deu 5 minutos e resolvi que era a hora. Tirei a chupeta. Ele ficou ótimo. Dormiu tranquilo, sem stress. O segundo dia deu um pouco de trabalho na soneca da tarde, mas tranquilo. E pronto, sem noites de choro, sem negociações, sem sofrimento acabamos com esse capítulo, antes de 1 ano.
Me senti 500 quilos mais leve!
Pra gente foi uma experiência ótima, sem traumas. Quero ter outro filho, e nesse eu quero não dar a chupeta, mas ela será bem vinda se precisar. Quero lembrar que sou mãe 24 horas, então ele não tinha motivos para sofrer minha ausência, isso com certeza ajudou.
Minha dica é tirar antes de 1 ano, se você for dar. Se passar disso, 2 anos eles já entendem bem, possivelmente vai dar um trabalhão, mas lembre que a culpada é você, então sair um pouco da zona de conforto é necessário. Serão alguns dias de choro e pedidos, e depois terá acabado. Tem várias técnicas para tirar, a minha mãe me fez jogar no lixo e dar tchau, afinal estava grande. A Supernanny pega uma cesta e deixa na porta para a fada das chupetas levar para os bebes e no lugar deixa um objeto transicional, como por exemplo uma naninha. Força mães, lembre que é para o bem dos pequenos. Chupar chupeta tem limites, vamos respeitar e usar com responsabilidade!'
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| Com 9 meses no batizado |
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| Na festa de 1 ano, sem chupeta e feliz! |
| Com quase 2 meses. Olha que enorme ficava a chupeta! |
See you later! ;)
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quarta-feira, 4 de junho de 2014
Como a correria do tempo moderno atrapalha de enxergar o tempo biológico
Hoje é o segundo dia que o Pedro decidiu não dormir de manhã, ele dormia por volta das 11:00 e acordava umas 12:30/13:00. Sabia que ele era dorminhoco, mas como ainda não vai pra escolinha deixo ele criar sua rotina. Fiquei pensando em como o nosso ritmo corrido nos atrapalha de enxergar que eles tem o ritmo deles, e como respeitar isso é importante.
Ritmo deles para tudo: nascer, mamar, dormir, crescer, andar, engatinhar, muitos verbos e ações que vem só aumentando junto com o tempo. Quando a gente consegue enxergar que esta na hora de readaptar a rotina as coisas seguem naturais e felizes. Mas, como perceber isso?
A dica, que realmente funciona, é confiar no seu instinto materno. Sério, você melhor que ninguém conhece o pequeno. Se ele tiver um comportamento diferente do habitual, seja na hora de mamar, de comer, de dormir, preste atenção. Manter a rotina é tão importante quanto perceber que esta na hora de mudá-la.
Ontem foi um dia mega estressante para mim, ele não quis dormir de manhã, mas ficou todo sonolento caindo por ai, e eu travei uma guerra para ele seguir nossa rotina, hoje vejo o dia passado e me sinto ridícula. Hoje não forcei nada, cumpri os horários de alimentação pela parte da manhã e deixei ele livre. Mais cedo ou mais tarde ele deixaria de tirar uma das duas sonecas diárias, eu até estava pensando em como induzi-lo a tirar a da manhã, uma vez que ele vai estudar o próximo ano de manhã. Depois de ontem tudo ficou claro para mim, uma nova rotina, sem sonecas de manhã.
Com o Pedro eu me sinto segura, ele vai evoluindo tão naturalmente, mas acredito que a chance que tenho de ficar 24 horas por dia com ele me ajuda a conhecê-lo intimamente, e na calma que ele me traz do dia dia materno, encontro as brechas que me indicam que está na hora de colocar, adaptar, gerar mudanças para seu crescimento, não posso dizer como seria se eu trabalhasse, mas deixo a dica de seguir a rotina da escolinha ou creche pro seu bebe, também em casa. Assim não damos nó na cabecinha deles e sabemos direitinho qual é nosso momento de respirar, descansar e/ou fazer nada.
Encontrar a paz interior e o nosso tempo, dentro de todas as obrigações e cobranças da vida materna é o maior desafio, por isso escutar seu coração é algo atemporal, que não tem contra indicações e realmente ajuda.
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